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Exercício
na gravidez
As
mulheres de todas as idades beneficiam os efeitos da
actividade física regular. Aproximadamente 15%
das mulheres em idade reprodutiva fazem exercício
regularmente, das quais a maioria deseja continuar com
o exercício durante a gravidez.
Para além disto, nesta fase da vida feminina, é imprescindível
que a mulher adopte cuidados em relação ao próprio corpo.
No entanto, muitas questões básicas
continuam por resolver.
Poderá a mulher grávida começar ou continuar um programa
de exercícios vigoroso durante a gravidez em segurança? Será que
os exercícios comprometem a saúde do bebé? Existe algum
nível de exercício que seja considerado como sendo óptimo?
Estas e outras questões têm sido debatidas ao longo de vários
anos e são objecto de investigação.
Uma
das preocupações teóricas acerca dos
efeitos do exercício recai sobre o aumento da temperatura
corporal. Em estudos prospectivos, não foram encontradas
quaisquer associações entre a temperatura maternal
elevada pelo exercício e as malformações
congénitas. O exercício parece melhorar a capacidade
do corpo em dissipar o calor; este efeito permanece presente
no estado de gravidez. Em investigações sobre os
mecanismos de termo regulação durante a gravidez,
Jones et al. interpretaram estes parecem estar capazes de dissipar
o calor produzindo actividades metabólicas quer no feto
quer na mãe durante o exercício aeróbio
moderado. No entanto, para refutar ou suportar o risco
de hipertermia na gravidez, a mulher deve continuar a ser
cuidadosa,
particularmente
no primeiro trimestre.
As investigações acerca dos efeitos respiratórios
são conflituosas. Meader e Lotgering et al. concluíram
que são mínimas as diferenças que possam
existir entre a mulher grávida e a “não grávida”,
de acordo com as respostas respiratórias desenvolvidas
durante o exercício. Contraditoriamente, Artal et al.
concluíram que a mulher grávida possui menores
reservas pulmonares, que se reflectem nas respostas ao exercício.
Para além das respostas desenvolvidas pela mulher, é importante
olhar para as respostas desenvolvidas pelo feto, durante a realização
do exercício. Infelizmente, não estão disponíveis
respostas definitivas na investigação actual.
Hon e Artal consideram que a bradicardia é a resposta
fetal ao exercício vigoroso. Contudo, algumas investigações
indicam que a resposta fetal mais comum é o aumento da
frequência cardíaca durante e depois do exercício
maternal. No entanto, Shangold considera que o feto mantém
a frequência cardíaca normal, aquando a actividade
física maternal. Da mesma forma, Nesler et. al. não
encontraram variações significativas na frequência
cardíaca, após breves períodos de exercício
moderado.
Esforços investigacionais para demonstrar a melhorias
dos resultados fetais e maternais provenientes do exercício
maternal têm sido bastante variados. Após uma revisão
de literatura exaustiva, Lotgering et. al. concluiu que os efeitos
fisiológicos dos programas de exercício moderado
são benéficos para a mãe e aparentemente
não prejudiciais para o feto. Isto significa que, a realização
de exercício durante a gravidez mostram que os exercícios
regular e moderado possui um risco mínimo para o feto
e possui efeitos benéficos para as gestantes. Parece existir
um nível óptimo de exercícios; no entanto,
este ainda não foi estabelecido. Futuras investigações
deverão ser realizadas para clarificar este limite seguro
olhando para os factores que influenciam, como por exemplo a
fase de gestação, tipo e intensidade da actividade
e peso maternal.
Os exercícios durante a gravidez podem ter riscos associados
quando realizados acima do limite materno, em condições
desfavoráveis e sem acompanhamento de um profissional
capacitado.
Exercícios exaustivos, de longa duração,
em ambientes quentes e poucos arejados deverão ser evitados. è prudentes
ao administrar um programa de exercícios a uma gestante,
alternar as posições do corpo em pequenos intervalos
de tempo. A duração do tempo de cada sessão
não deverá ultrapassar 60 minutos, distribuindo
os tempos em aquecimento, alongamento, força muscular
e relaxamento, com os exercícios respiratórios
a acompanhar as varias actividades.
Inês
Margato -
Fisioterapeuta
babyandfamily@clinicadasconchas.pt
ClubClínicadasConchas(www.clinicadasconchas.pt)
Rua Luís Pastor Macedo, Nº 27-C 1750-156 Lisboa
Telef.: 21 750 7000 / Fax: 21 750 7001
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