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Desenvolvimento infantil e alimentação


As práticas mais adequadas a uma alimentação infantil saudável são as que fornecem uma quantidade de alimentos com qualidade para satisfazer os requisitos nutricionais e protegem as vias nasais das crianças contra a aspiração de substâncias estranhas, além de não excederem a capacidade funcional dos intestinos e rins.

Os estágios da maturação do sistema neuromuscular indicam quando e como o alimento pode ser manuseado pela criança.

Os bebés utilizam quatro métodos para processar os alimentos: chupar, sugar, amassar e mastigar. Nos primeiros seis meses o bebé suga e chupa. Em torno do quinto mês começam os movimentos mandibulares para cima e para baixo. Isto possibilita a oferta de pedacinhos de bolacha ou pão, apesar de ainda não terem dentinhos.

Movimentos laterais de língua, que empurram os alimentos para os molares, aparecem entre o oitavo e décimo segundo meses. Movimentos completos de mastigação rotatórios, que permitem a utilização de alimentos fibrosos tais como carnes e algumas frutas e vegetais não aparecem até esta idade.

É importante que a mãe conheça estas fases para não se cansar ou cansar o bebé durante uma refeição. Se a consistência do alimento não for apropriada para o estágio do desenvolvimento da criança, a alimentação pode transformar-se num acontecimento cansativo.

O bebé deve aprender a mamar efectivamente logo após o nascimento. Não deve ser exposto a outros bicos que não o mamilo materno, pois perderá a capacidade de extrair o leite materno. Se isso acontecer, os problemas da amamentação tornam-se mais frequentes e a duração da amamentação é mais curta. Biberões, chupetas e outros bicos artificiais não devem ser usados. Os movimentos que o bebé precisa fazer com a boca e a língua para sugar o seio, são muito diferentes dos requeridos para sugar um biberão ou chupeta.

Durante a amamentação não se deve oferecer outros líquidos pois podem interferir no desejo do bebé e na habilidade da mãe. O bebé já nasce suficientemente hidratado para se manter apenas com o leite da mãe, mesmo que possa haver pouco leite nos primeiros 2 ou 3 dias. Do ponto de vista gastrointestinal e renal os bebés têm maturidade para lidar com outros alimentos que não o leite materno em torno do quarto ou sexto mês.

A administração precoce de outros alimentos pode levar à paragem precoce da amamentação. A introdução de alimentos complementares reduz a quantidade de leite materno recebida pelo bebé e reduz substancialmente a absorção de ferro do leite materno, que é bastante absorvido se a criança está em amamentação exclusiva.

Existem controvérsias sobre a idade ideal para a introdução de alimentação complementar. No entanto, é certo e recomendável não dar líquidos e alimentos antes dos quatro meses de idade.

Recomenda-se que mesmo depois de se começar a dar a alimentação complementar, a amamentação seja mantida até os dois anos de idade, uma vez que o leite materno continua a ser uma importante fonte de nutrientes mesmo para as crianças maiores de um ano.

 

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