Dentição
e amamentação
O
apelo nutricional já é um bom motivo para
que as mães amamentem seus bebés até o
sexto mês de idade, mas este não é o único
incentivo.
Uma
das funções da amamentação é educar
os músculos labiais, das bochechas, língua
e face. Ao sugar, o bebé exercita os grupos musculares,
fazendo com que direccione os dentes em erupção,
posicionando-os adequadamente.
Além
do desenvolvimento da dentição, evitando
a utilização de aparelhos ortodônticos,
a fala e a respiração são influenciadas
positivamente.
Ao mamar no peito, a criança não está apenas a ser alimentada.
Está, igualmente, a fazer um exercício físico importante
para desenvolver a ossatura e musculatura bucal. Toda a musculatura bucal é desenvolvida
através deste acto - músculos externos e internos, que quando
solicitados estimulam o crescimento ósseo.
Mamar no peito
não é fácil, daí o facto do bebé transpirar
bastante. Esse exercício é o responsável
inicial pelo crescimento harmonioso da face e dentição.
Quando a amamentação é substituída
pelo leite oferecido em biberões, este exercício é praticamente
inexistente. O bebé automaticamente irá preferir
o biberão, pois tem maior facilidade para sugar o leite,
que flúi por um furo generoso no bico.
O uso de biberão
com bico muito aberto não satisfaz as necessidades de
sucção, não exigindo esforço da criança
para a obtenção do alimento.
Maxilares bem desenvolvidos propiciarão um melhor alinhamento
dos dentes, diminuindo assim, a necessidade do uso de aparelhos
ortodônticos.
Músculos firmes ajudarão na
fala. Durante a amamentação, aprende-se a respirar
correctamente pelo nariz, prevenindo-se o aparecimento de amigdalites,
pneumonias, entre outras doenças.
Quando a criança
respira pela boca, os dentes ressecados ficam mais susceptíveis à cárie
e as gengivas à inflamação; os maxilares
tendem a sofrer mal formações e os dentes a ficarem "encavalitados",
aumentando assim, o risco de cárie, já que dentes
mal posicionados facilitam a acumulação de resíduos
e dificultam a boa higiene.