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O alivio da dor no parto – a
epidural
Algumas mulheres têm os seus filhos sem grandes desconfortos.
Mas, para a maioria não há dúvida de que
colocar uma criança no mundo é uma experiência
bastante dolorosa. Não entre em pânico! Existem
variadíssimas formas de aliviar a dor e muitas grávidas
recorrem a diversos métodos. A ajuda pode passar por massagens,
certas posições, pela respiração
ou pelo relaxamento dentro de água. Algumas terapias complementares
também poderão ser úteis no combate à dor,
nomeadamente a aromaterapia, acupunctura ou a hipnose. Existem
também analgésico entre os quais destacamos a epidural
A Epidural
A anestesia epidural é a forma médica mais frequentemente
utilizada em Portugal para o alívio das dores no parto.
Talvez, por isso, seja a que suscita mais dúvidas e receios.
Os médicos aconselham a administração da
epidural pois bloqueia a dor mas não implica a perda de
consciência. A mãe estará acordada o tempo
todo podendo ouvir o primeiro choro do seu bebé (contrariamente
a uma anestesia geral).
Pode ser aplicada apenas como alívio da dor num parto
normal tal como em partos complicados, em casos de pré-eclampsia
ou asma ou antes da utilização de forcéps.
Uma dose mais elevada será usada se for realizada uma
cesariana.
Primeiro aplica-se uma anestesia local
na coluna para a adormecer. Depois o anestesista introduz uma
agulha fina e oca na zona epidural
(a região à volta da medula espinal), no interior
da coluna. Então, introduz-se um tubo fino (ou cateter)
e a agulha é retirada. Através do cateter que lá ficou é administrada
a anestesia.
Deve avisar previamente, a equipa
médica, se quiser a
epidural, pois leva cerca de 10 a 20 minutos a ser preparada
e outro tanto a surtir efeito.
Os efeitos irão desaparecer gradual e progressivamente,
e a mãe poderá levantar-se e andar algumas horas
depois do nascimento do filho.
O momento em que é administrada é muito importante.
Você poderá querer que lhe administrem a anestesia
assim que as contracções comecem a ficar dolorosas.
No entanto, tome em atenção que não é aconselhado
que o faça antes da cerviz ter, pelo menos, 4 cm de dilatação
pois a epidural pode diminuir a velocidade do trabalho de parto
ou mesmo pará-lo, se for dada muito cedo. Ou, pode dizer
que não quer e depois, assustada com a intensidade das
dores, mudar de opinião quando já for muito tarde.
Ainda é possível ter uma anestesia epidural nessa
fase adiantada, mas se a cerviz já tiver uma dilatação
de quase 10 cm é provável que o medico diga que
o momento certo já passou e que é tarde demais.
Isto acontece pois já falta pouco para a expulsão
do bebé e é melhor ter sensibilidade para sentir
as contracções, para poder empurrar nos momentos
certos.
A maior parte das mulheres defende
o uso da epidural como algo muito bom pois tornou o parto uma
experiência positiva,
em que puderam manter o controlo das sensações,
sem dores. Todavia, algumas (embora em numero reduzido) não
ficaram tão satisfeitas porque só fez efeito num
dos lados do corpo, ou porque houve pequenas áreas que
não foram anestesiadas, como por exemplo, uma zona da
barriga ou da coxa. É sempre um risco.
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