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Indução
ao parto
Depois de passarem as 40 semanas,
por vezes o bebé não
nasce. É natural que o seu médico se torne ainda
mais atento e irá monitorizar, tanto o seu estado como
o do bebé, através de ecografias, exames e analises.
A indução do parto deverá ser realizada
nas seguintes circunstâncias:
- sinais de insuficiência placentária, pois o bebé pode
deixar de receber os nutrientes e oxigénio suficientes
- pré-eclampsia, diabetes, doença cardíaca,
hipertensão ou hemorragia pré-parto
- as membranas romperam, para deixar sair a bolsa de águas,
mas o parto não se realizou nos dois dias seguintes
- já está grávida há mais de 42 semanas
- um feto muito grande, porque se esperar pelo parto espontâneo
este pode vir a ter complicações, pois entretanto
o bebé ainda cresceu mais
- um feto muito pequeno, pois a segurança do bebé pode
estar em risco
Actualmente, a indução do parto é um processo
bastante seguro e realizado com frequência. Não
deve ficar ansiosa ou preocupada por o parto não decorrer
exactamente como imaginara. Um factor importante a ter em conta é que
a indução não vais realizar o parto, mas
sim despertar os mecanismos naturais do trabalho de parto para
que estes façam, naturalmente, evoluir todo o processo
do nascimento.
Métodos de indução
do parto
São três os métodos de indução
usados com mais frequência e conjugados entre si.
A prostaglandina
As prostaglandinas podem ser administradas via oral, sob a forma
de comprimidos, ou via vaginal, junto ao colo do útero
sob a forma de gel ou comprimidos. Ao fim de algumas horas
o colo do útero estará amadurecido tornando-se
mole, curto e com a dilatação apropriada. Geralmente,
continua-se a indução com oxitocina.
A oxitocina
A oxitocina é administrada no soro, por via endovenosa,
e vai estimular as contracções uterinas. Assim
pode ser mais facilmente regulada caso esteja a entrar muito
depressa em trabalho de parto, sem ter atingido a dilatação
necessária. O saco do soro pode ser pendurado numa estrutura
móvel, com um tubo comprido, para que seja mais fácil
para a mãe movimentar-se e caminhar.
A ruptura artificial das membranas
Este método é, geralmente, utilizado em conjunto
com a administração do soro de oxitocina.
As membranas impedem que a bolsa das águas seja expelida
e, por consequência, o bebé, pois é nesta
bolsa que ele pousa a cabeça.
Um instrumento parecido com uma agulha de croché é introduzido
através do colo do útero para fazer um pequeno
corte, indolor, nas membranas para que as águas possam
sair. A cabeça do bebé vai, então, pressionar
o colo do útero, estimulando as contracções
e a estimulação e, o resto do trabalho de parto
decorrerá normalmente.
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