Hábitos
alimentares influenciam o
crescimento infantil
A obesidade infantil já ganhou estatuto de epidemia em
alguns países e, quase sempre, é resultado da negligência
dos pais perante os hábitos alimentares dos filhos. O
que parece apenas uma preocupação estética é,
na verdade, uma questão que atrapalha, directamente, a
saúde da criança. A obesidade, por exemplo, pode
levar à falta de energia e prejuízo do crescimento
de crianças menores de cinco anos. Da mesma forma, as
dietas com alto teor de fibras estão associadas a um maior
risco de raquitismo e anemia por carência de ferro. Por
outro lado, ao submeter a criança a algumas dietas mal
dimensionadas, os pais podem conduzir o filho ou filha à anemia
macrocítica, causada por uma alimentação
carente de vitamina B12.
Quanto às dietas que consistem exclusivamente de cereais
integrais, leguminosas e vegetais, um estudo holandês relata
que são deficientes em energia, proteínas, cálcio,
vitaminas B2, B12 e D. Essas dietas provocam retardamento de
crescimento, degeneração gordurosa e muscular e
desenvolvimento psicomotor mais lento entre as crianças
de seis a 18 meses de idade. Um estudo inglês com meninas
adolescentes relatou que 43% das que adoptaram uma dieta vegetariana
por um ano, com o propósito de reduzir peso, ficaram anémicas.
O que fazer, então?
Além de conversar com o pediatra, é muito
importante que o casal procure um endocrinologista e converse
não apenas sobre os hábitos alimentares da criança,
mas de toda a família. Corrigir os hábitos da alimentação
familiar será um grande passo para garantir mais saúde às
crianças.