Testemunhos

Pretendemos, com esta secção, trocar e partilhar experiências, de modo a enriquecer os nossos conhecimentos sobre assuntos tão apaixonantes como a gravidez ou o nascimento do nosso filho.
Tal só será possível com a sua colaboração. Conte-nos a sua história. Sobre o tema que quiser. Para enviar o seu testemunho clique aqui.

Olá chamo-me mónica e aos 21 anos casei com o homem mais fantástico do mundo...

Aproveitámos muito o nosso casamento, viagens, fins-de-semana aqui e ali, domingos enrolados, e muitas outras coisas...Passádos 4 anos decidimos ter o nosso bébé, três tentativas foram as suficientes para a grande novidade: o teste dera positivo com apenas 1 dia de atraso...Ficámos radiantes...

Tudo corria bem e eramos dos poucos casais que tudo corria como planeavamos...Fiz de tudo para que tudo corresse bem, nunca quiz que o meu pequeno rebento fosse assistido por um médico qualquer e até fiz um seguro de saúde para que pudesse suportar a despesa...mas por ele fariamos tudo...assim foi e quando esperavamos que o dia da ecografia chegasse comecei a sentir dores na barriga (que por sinal todos diziam que era normal) até que daí à perda daquele que era o nosso maior desejo apenas passaram umas horas.
Foi o dia mais triste, angustiante e revoltante da minha vida...Porquê que acontece a quem tanto os deseja e lhes pode dar uma vida digna?!
Foram precisos alguns dias para nos conformarmos (se é que algum dia nos conformamos)... Mais uma viagem a seguir e depois de passarem 3 meses começámos novamente a busca ao nosso "tesouro"...
Desta vez bem mais díficil do que a primeira, nem com cálculos de período fértil, nem com nada...mas a boa nova surgiu no mês em que menos esperava devido às poucas tentativas que houveram (mas foram certeiras), 7 meses depois reviviamos novamente o momento de alegria com o teste na mão...

Estamos "grávidos" de 11 semanas e muito felizes...mas o passado assombra-nos...temos muito medo que tudo volte a acontecer já que nunca houve problemas e da outra vez tudo foi espontâneo e sem motivos...mas se querem saber nós mulheres temos mesmo sexto sentido e na outra gravidez sempre senti que que algo de errado ía acontecer...o que felizmente não acontece desta vez...Tudo há-de correr bem...

Daqui a 2 dias vou ver o nosso bebé pela 2ª vez, estou muito ansiosa...

Um conselho : se também perderam o vosso bebé não desistam porque tudo aquilo que somos neste mundo é reflexo daquilo que queremos e por o que lutamos...lutem por isso, enfrentem os vossos medos porque sentirmos este tesouro dentro de nós é o melhor que podemos ter...

Pedro obrigado pelo marido que és e pelo pai maravilhoso que tenho a certeza que hás-de ser...


Ola chamo-me Ana Lima e tenho 24 anos.
Estava a fazer 1 ano de "ajuntamento" quando decidimos ter um bebé. Era uma altura um pouco sensivel na minha familia, pois o avô tinha falecido há pouco menos de um mês. Tivemos sorte, consegui engravidar logo no 2º mês de tentativa.
Foi o 2º dia mais feliz da minha vida: acordei e disse ao meu marido: "apetece-me mesmo um English Breakfast". Ele olhou para mim meio ensonado e disse-me: "Sim, sim, apetece-te mas é guardar a 1ª urina enquanto eu vou à farmácia comprar um teste de gravidez". E assim foi, fiz o teste e logo se viu estampado na minha cara a felicidade, uma felicidade muito diferente de todas as outras, a felicidade de que ia ser mãe. Toda a gente ficou a saber nesse mesmo dia da novidade.
O tempo foi passando muito devagar. Nunca mais acabam esses ansiosos 9 meses. Para dizer a verdade, não gostei muito de estar grávida. Andava era sempre cheia de vontade de conhecer o meu rebento e só pensava nisso. Até que no dia 18 de Agosto fui fazer o CTG ao Hospital onde o meu médico estava de serviço. Ele deu-me uma óptima novidade (pensava eu): No dia 21/08 esteja cá às 9h para lhe provocarmos o parto porque a sua tensão está muito alta. Eu só pensava que ia conhecer o meu filhote. Mas a verdade é que o parto induzido é muito dificil, tive todas as dores muito cedo e sem nenhum dedo de dilatação. Às 16h tinha contracções de 5 em 5 minutos e não tinha qualquer dilatação. Pensei que não ia aguentar. O meu marido (que sempre me acompanhou) fartou-se de pedir ao médico a cesariana, a epidural, qualquer coisa... Mas o meu médico não quis. Entretanto, às 20h foi uma enfermeira que chegou ao pé de mim e disse
para eu juntar a roupinha do bebé. Pensei já ter toda a dilatação...Mas não,
ela disse que só tinha 3 dedos (e continuava com contracções de 5 em 5
minutos), mas se fosse preciso pediria a outro médico para fazer a cesariana.
Fui para o bloco de partos, muito desiludida. O meu marido já chorava. Então, às 23.15m disse para a enfermeira parteira: não aguento mais, preciso fazer força, tenho muita vontade. E às 23.28h nasceu o meu belo tesouro. Assim que o puseram ao meu colo tudo passou, senti uma imensa alegria e voltava a sofrer tudo outra vez. E foi assim o dia mais feliz da minha vida.
A todas as maes: muita saude para criar os seus filhos.
A todos os filhos: muita saude e felicidades. Não tratem mal as vossas mães, pois sofremos muito para vocês virem ao mundo e continuamos a sofrer cada vez que vocês sofrem.
Ana Lima


Olá...chamo me Andreia.
Vou vos contar um bocadinho de mim.
Conheci o meu principe encantado, começámos a namorar. Passados 2 anos, decidimos ir viver juntos.
Tudo correu muito bem, tivemos uns altos e baixos na nossa vida, como
todos os casais, mas fomos sempre felizes e sempre muito apaixonados.
Passados 4 anos decidimos ter um filho.
Eu deixei de tomar a pilula e no mês seguinte fiquei grávida.
Fui à farmácia e disse que queria fazer um teste de gravidez. Perguntaram- me quanto tempo eu tinha de atraso da menstruação. Eu disse de 15 dias, mas na realidade estava com 2 dias de atraso. Sabia que provavelmente me iam aconselhar a esperar mais uns dias porque 2 dias era muito pouco tempo, por isso a razão de eu ter dito 15 dias. Mas eu desejava tanto este bebé que quase que não tive dúvidas que realmente estava grávida.
O teste deu logo positivo. Nem queria acreditar...
Fiquei tão feliz, que nem sabia se devia rir ou chorar de tanta
felicidade.
Fui logo contar ao papá que também ficou muito feliz.
Aos 7 meses de gravidêz a bebé Íris quis nascer, devido ao esforço fisico
da mamã.
Fiquei de repouso absoluto.
Às 41 semanas de gravidêz a Íris ainda não queria nascer.
Fui a uma consulta de rotina, como ía todas as semanas.
Fiquei logo no hospital.
Não sentia nada, não tinha dores nem contrações.
Ligaram-me ao soro e ali fiquei à espera durante 8 horas. Passadas essas 8
horas, veio uma equipe médica buscar a minha cama para o bloco operatório. Tinha que fazer uma cesariana de urgência, porque estava a perder muito liquido amoniótico e a Íris não estava em posição de nascer.
A cesariana correu bem. Acordei algum tempo depois, não sei bem quanto
tempo, só sei que acordei com muitas dores, mas deram-me medicação e
passou logo.
2 horas depois, finalmente vi a minha filha linda pela primeira vez. Fiquei
tão feliz por finalmente a ter ao pé de nós.
Hoje ela tem 10 meses. Faz 11 meses no dia 29 de Outubro.
Está muito linda, saudável, que é o mais importante, faz muitas gracinhas,
ja tem 6 dentinhos e ja gatinha.
Sou uma mãe muito babada e muito feliz e tenho a certeza que a Íris também é muito feliz.
Gostaria de aproveitar para dizer a todas as mulheres que ser mãe é a
coisa mais bonita que pode acontecer na vida de uma mulher, uma experiência inexplicável.
E também quero dizer a todas as mulheres que desejam ser mães e nunca o conseguiram, ou aquelas mulheres que ja perderam filhos, que não desistam, que tenham forças para ir em frente, porque todos os sacrificios valem a pena.
Desejo-vos muita sorte e todas as felicidades do mundo.


Olá.
Sou mãe de um menino milagre.

O meu bebé quando nasceu fez alergia à proteina do leite de vaca. Tinha um mês e ficou internado. Como tinha uma ectricia fora do normal fez alguns exames um dos quais lhe foi detectado um tumor maligno (Neroblastoma) na supra renal direita. No espaço de um mês, levou 3 anestesias gerais, biopsias, taques, ressonâncias e chegou-se à conclusão que teria que ser operado. E assim foi. Com dois mesitos fez a retirada dop bicho mau, ou reagia bem, ou não, estava nas mãos de Deus.
Agora com 20 meses é uma criança perfeitamente normal, linda e saudável. Tirando a alergia à proteina do leite de vaca (que acabou por salvar o meu piolhito), tudo corre bem. De 4 em 4 meses vamos aos exames de rotina no IPO. Fico sempre com o coração nas mãos, mas venho de lá sempre feliz, pelo meu amor (mas de coração partido pelas outras crianças).
Nunca pensei conseguir ultrapassar isto, mas realmente acho que foi uma prova de fogo, que me demonstrou que realmente quando queremos somos fortes, e que a vida é para ser vivida com amor e paz, passei a ligar mais a certos valores e desprezar mesquinhices..
Não percam a fé! Eu perdi, mas voltei a tê-la!


Ola, gostaria de vos dar o melhor dos testemunhos, seria um excelente sinal, mas infelizmente não o posso fazer.
Só queria alertar todas as pessoas que estão grávidas ou que pretendem vir a estar que a escolha de um bom ecografista é um dos passos fundamentais para o nascimento de um bebé são.

Estive grávida durante oito meses supostamente a 10 de agosto deveria ser mãe de um menino saudavel. Fui seguida pelo ecografista da Clinica Persona (paivas/seixal) que supostamente para trabalhar numa clinica conceituada seria um excelente médico. Até às 30 semanas o bebé era perfeito e saudavel apenas tinha o liquido amoniotico reduzido mas nada de grave. Às 32 semanas o ecografista aconselha-me a ficar em casa em repouso e diz-me que o bebé tinha o femur curto mas nada de grave, só iria nascer um pouco compacto, e poderia ser hereditario, mas nada para alarmes. Mas como grávida aquilo ficou-me a roer a mim e ao pai da criança e decidimos ir a outro medico com alguma urgência. Em Lisboa negaram fazer uma ecografia às 32 semanas se não tivesse sido seguida pelos médicos dos respectivos centros. Mas consegui marcar uma ecografia nos melhores medico ecografistas do Porto. Qual o meu espanto quando o médico do Porto me detecta uma má formação no bebé no qual me informa de que o bebé se nascer com aquela ma formação não vai ter qualidade de vida e resistirá muito pouco. E a seguir posso vos dizer que a nivel nacional não me poderam fazer nada devido à nossa lei do aborto, tive de sair do país e resolvi o meu problema de forma legal, mas pagando uma pequena fortuna. Tudo isto à conta de um médico incompetente.

A todas as grávidas que lêem este testemunho desejo a maior sorte de todas. Eu espero vir a ter esta sorte dentro de um ano. E tenham cuidado. Felicidades

Carina Inácio

Olá a todas...

Eu chamo-me Alexandra, tenho 19 anos, vivo em Lisboa e sou escriturária...
Soube que estava grávida aos 17 anos e foi uma alegria imensa!!!!!
A gravidez correu muito bem, tive uns problemas porque a anemia teimava em aparecer mas de resto estava óptima...
Engordei 9 kg e meio e achava-me mais bonita que nunca, tinha uma barriga enorme como sempre imaginei e não me achava gorda nem inchada...

Dia 15 de Abril de 2004 ás 21h tive a 1ª contração...não sentia dor...só sentia a barriga a endurecer, pensei que não fosse nada mas as contrações foram ficando mais fortes e com intervalos mais pequenos...
À s 4h fui ao Hospital mas mandaram-me para casa para tomar um banho, comer e andar para depois voltar ao Hospital às 8h...Tive azar com o médico que apanhei porque mandou-me para casa a dizer que não ia nascer naquele dia...

Ao meio dia voltei e finalmente internaram-me ás 13h...colocaram-me o soro e a bendita epidural...foi um alivio dores e toda a equipa médica era um espetáculo...

De repente senti uma pressão e ao fazerem-me o toque começaram a gritar porque o meu filhote já estava a nascer!
Levaram-me para a sala de partos ás 17h10m e o Rodrigo nasceu ás 17h14m...foi muito rápido, o pai nem teve tempo para assistir...mas já disse que para a próxima assistia de certeza!

Foi assim o dia mais feliz da minha vida, conheci o rosto do meu anjinho e ainda hoje quando me recordo deste dia me escapa uma lágrima...

Tive uma visita de uma psicóloga porque tinha 18 anos naquela altura mas foi logo despachada porque não vou deixar de ser uma boa mãe por ser adolescente...

Amo o meu filho, faço tudo por ele...

Ele é o amor da minha vida, é a minha alegria...Amo-te meu filho!

Alexandra Nunes

Olá Sou o Francisco Maria...

Como a minha tia Necas me chama.
Sou mágico pois a minha mãe e o meu pai foram mágicos...
Mágicos, quando resolveram acreditar que milagres podem acontecer.
Eu tenho apenas 25 semanas de vida, tenho sido um bebé feliz, pois tenho recebido muito carinho dos "milhões" de amigos que os papás têm.
Em 2003 a mamã esteve grávida de uma menina que não pode nascer. Como a mamã já tem 37 anos, nessa altura foi feito um exame (amniocintese), que descobriu uns doi-dois muito grandes na bebé... (Trisomia do 13). Como consigo ler os pensamentos da minha mamã, quando ela pensa nisso fica muito triste, tão triste que até eu fico assim... Não sei...
A bebé não pode conhecer a mamã e o papá como eu vou poder, em Agosto.
Mais tarde o pai e a mãe foram a um Dr. (consulta de genética) que fez uns exames, ele descobriu que a minha mamã tem um cromossoma 13 diferente. (Translocação do Cromossoma 13 10qx10q)
O papá tem os cromossomas todos certinhos.
A minha mãe ficou a saber que podia voltar a ter uma gravidez igual, pois o cromossoma 13 dela podia voltar a ser mauzinho, muito mauzinho mesmo, e ela já tem muitos aninhos...
A médica da mamã disse que ela seria muito corajosa se queria ter um bébé, deveria arriscar, mas também deveria estar preparada para as maldades do cromossoma 13 dela.
Ela é danadinha, e achou que milagres podem acontecer, e aqui estou eu!
Vou nascer em Agosto, lá para o dia 14, a mamã diz que venho com os U2.
O meu papá está muito contente e todos os dias lhe dou pontapés nas mãos pela barriga da mamã...
Se alguma mamã quiser acreditar que milagres acontecem, podem escrever para mim, que a mamã conta-me tudo o que ela fez para eu estar aqui, tenho os meus cromossomas todos certinhos como os do meu papá, e sou muito feliz.
Beijos a todas as mamãs do mundo, do Francisco Maria


Ana Marina


Olá...chamo - me Catarina e estou prestes a fazer 30 anos.

A minha vida teve os seus altos e baixos, mas como alguem um dia disse "Deus fecha uma porta, mas abre sempre uma janela...".

Apaixonei pelo grande amor da minha vida aos 16 anos, o Pedro tinha 16 tambem...fazemos anos com 2 dias de diferença.
Namoramos a 1ª vez, 10 meses...terminamos sem eu saber porque...

Nove anos depois reencontramo - nos numa discoteca na Praia das Maças (onde eu vivia) a MARIA BOLACHAS, ele veio ter comigo,perguntou se me podia telefonar e quando dei por mim estava de novo perdidamente apaixonada por ele.

Casamos no dia 1 de Abril de 2000...o dia que nunca vou esquecer, porque para além de casar como GRANDE AMOR DA MINHA VIDA, chovia torrencialmente...fomos felizes e no dia 17 de Julho de 2002, nasceu o Frederico que veio completar toda a minha vida, afinal estava junto do homem que eu mais amava e tinhamos um filho lindo...mas a minha felicidade quebrou no dia 29 de Outubro de 2003 quando pelas 18h30 a minha sogra me liga a dizer que o Pedro estava no hospital.

Não sabia, nem tinha noção que a partir desse dia a minha vida iria mudar para sempre...o Pedro teve um enfarte do miocárdio...entrou em coma profundo vindo a falecer no dia 23 de Dezembro (quando todos andam na azáfam das compras de Natal, eu tive de preparar um funeral...)

Foram dias de dor, raiva, tristeza, revolta...porque a mim????
Eramos tão felizes, tinhamos um filho lindo de 14 meses para criar e ele saia assim da mim vida?
Sem nunca mais voltar.

21 dias depois, no dia 17 de Janeiro ligam do IPO a dizer que o meu pai tinha falecido.
Vivi tudo de novo...
Em 21 dias perdi os dois homens que eu mais amava, as minhas referências...quis desaparecer...mas olhei para o lado e vi aquela cara linda do meu filho (que graças a Deus é igual ao pai) e voltei a viver.

Sobrevivi a dor, a raiva, ultrapassei muita coisa...nomeadamente uma familia da parte do meu marido que me culpou da sua morte, me ofendeu quando passava na rua e me chamava de assassinia, quando me ligaram no dia do velório do meu marido a dizer que para eles aquele neto tinha morrido...enfim...aguentei muita coisa.

No verão de 2004 tornei me a apaixonar...pelo João, não é de todo um amor tão forte como o primeiro, mas sou e estou feliz.

Encontrei alguem que me ama, que ama o Frederico e de quem eu espero uma filhota para Setembro: a Constança.

Inicialmente senti me mal...porque achava que estava a trair o Pedro, o meu amor por ele e tentei lutar contra, inclusive cheguei a desejar que esta criança não nascesse...hoje tudo mudou.

Estou grata pelo nascimento da Constança, por sei no meu intimo que ela é uma prenda enviada pelo Pedro e pelo meu Pai...tenho a certeza que foram eles que colocaram o João no meu caminho e eu agradeço.

Por isso por muito dificiel que vós pareça alguma coisa...lembrem-se:

DEUS FECHA UMA PORTA, MAS ABRE SEMPRE UMA JANELA.

Um beijo

Catarina Freitas Pinheiro

 

 

 

 

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