Quase metade das mulheres portuguesas não planeia a sua
gravidez e a esmagadora maioria das grávidas prefere realizar
o parto num hospital público devido aos factores técnicos
e organizativos disponíveis, revela um estudo inédito.
"As
mulheres e o parto" é um estudo desenvolvido
pela empresa de investigação aplicada Spirituc
para um laboratório, cujas conclusões foram
apresentadas no encontro "O enfermeiro e o bebé",
que decorre em Lisboa.
O encontro
reúne mais de cem profissionais de saúde
e conta com o apoio da Associação Portuguesa de
Enfermeiros Obstetras (APEO).
De acordo
com o estudo - que contou com entrevistas presenciais realizadas
a 374 grávidas e mães recentes, residentes
nas zonas de Lisboa, Coimbra e Porto - 87,7 por cento das inquiridas
refere como principal factor de preocupação durante
a gravidez a saúde do bebé.
O tipo de
alimentação e os exames a efectuar durante
a gravidez também apresentem uma relevância significativa.
No que diz
respeito às principais fontes de informação
que as grávidas recorrem para se informarem sobre a gravidez
e para esclarecerem dúvidas, o estudo revela que estas
recaem sobre a internet, revistas especializadas e, em particular,
os médicos, que são os principais líderes
de opinião privilegiados.
Sobre o acompanhamento
da gravidez, 36,1 por cento das inquiridas afirmou que é acompanhada pelo médico ginecologista/obstetra,
mas 32,1 por cento disse ser seguida pelo médico de família.
Para a escolha
do médico é fundamental o relacionamento
interpessoal, como por exemplo o facto de sempre ter sido acompanhada
por esse médico, e o aconselhamento de terceiros.
A esmagadora
maioria das mulheres inquiridas (87,3 por cento) disse preferir
realizar o parto num hospital
público devido
aos "factores técnicos e organizativos disponíveis".
Esta opção deve-se à ideia das grávidas
de que nas instituições públicas existem "todos
os equipamentos necessários para resolver qualquer tipo
de problemas que surjam com a mãe ou com o filho".
Os três maiores receios das inquiridas relativamente ao
pré e pós-parto consistem no aumento do peso (92,8
por cento), logo seguido do aparecimento de varizes e estrias.
As inquiridas
que estão grávidas pela primeira
vez referem a febre, as alergias e as cólicas como os
sintomas mais alarmantes e preocupantes no bebé.
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